Marisa Emídio - Jornal da AEASV
Computador, tv, rádio, ar-condicionado, ferro de passar roupa, forno microondas, chuveiro elétrico, geladeira e lâmpada, estes são alguns utensílios que atendem a necessidade de uma família dentro de uma casa, concorda? Ou imaginar seu cotidiano tomando banho gelado, lembre do inverno, ir para o trabalho com roupa amassada, não assistir em sua casa um jornal, documentário, filme, novela, pior ainda é pensar em uma casa que nunca esteja iluminada? Caso você tenha conseguido se colocar nessa situação, acreditamos que não tenha apreciado muito essa idéia, não é mesmo?
A recepcionista Maria Aparecida da Costa passou por uma situação desagradável quando viu seu emprego ameaçado pela conta de luz do consultório odontológico no qual trabalhava em São Paulo. “Meu patrão ficava desesperado por não conseguir baixar o valor da conta de luz, falava que nesse ritmo teria que diminuir o quadro de funcionários. Ele era obrigado a ligar um motor para o funcionamento de seus equipamentos, mais o ar-condicionado e luzes que ficavam acesas durante todo o tempo. Quando ele decidiu pedir dicas para um engenheiro que trabalhava em uma companhia de energia elétrica, conseguimos controlar a situação”.
O engenheiro industrial elétrico, Flávio Martins de Oliveira, ensina algumas dicas para o leitor economizar energia em seu lar ou em sua empresa.
ILUMINAÇÃO
Ø Uso adequado da iluminação natural (luz do sol) nas reformas e construções novas.
Ø Utilização de lâmpadas mais eficientes como as fluorescentes e fluorescente compacta (PL), que podem produzir até 80% de economia em relação às lâmpadas incandescentes.
Ø Projetos de lâmpadas mais eficientes nos ambientes externos, produzindo economia e visando a segurança que uma boa iluminação traz.
Ø Limpeza periódica das luminárias, mantendo os dados de projeto da iluminação dentro dos padrões iniciais. Isto serve para todo tipo de luminária, externas e internas.
POTENCIAL DE ECONOMIA – DE 10 A 30%
MOTORES
Ø Dimensionamento de acordo com a necessidade e forma de utilização dos motores, evitando sobrecarga e superdimensionamento.
Ø Manutenção periódica possibilitando que o motor seja utilizado sempre dentro dos padrões de melhor desempenho.
Ø Manutenções periódicas de bombas, elevadores e outros equipamentos que utilizam motores.
POTENCIAL DE ECONOMIA – ATÉ 40%
CIRCUITOS ALIMENTADORES
Ø Dimensionamento correto, de acordo com a carga instalada e a demanda solicitada pelos equipamentos.
Ø Projeto de acordo com padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Ø Posicionamento correto das tomadas de energia evitando extensões externas e benjamins (T).
Ø Verificação periódica das instalações evitando fuga de corrente, que além de gasto de energia desnecessário pode provocar sérios problemas de segurança para as pessoas e equipamentos.
POTENCIAL DE ECONOMIA – ATÉ 20%
Dicas da CPFL Energia
Equipamentos Eficientes – na hora de comprar, verifique se o equipamento tem o selo de eficiência INMETRO/PROCEL. É este selo que certifica que o aparelho consome menos energia.
O consumo de energia elétrica e seus equipamentos Cada equipamento tem uma carga. Essa carga é o que chamamos de potência do equipamento e de maneira popular é quanto ele "puxa de energia". Você mesmo pode calcular o consumo dos seus equipamentos. Para isso, você tem que saber a potência de cada um deles e quanto tempo você vai utilizá-los. A tabela a seguir ajudará você neste cálculo apresentando a potência média dos aparelhos mais utilizados (veja como calcular na página – respondendo suas principais dúvidas).
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Aquecedor central de água |
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Para saber o valor exato do consumo dos equipamentos da sua casa, consulte a placa atrás de cada equipamento ou o manual do fabricante, multiplicando a potência pelas horas de uso durante o mês. Informações retiradas do site: www.cpfl.com.br
Economizar energia com segurança
Quando falamos em economia de energia, não podemos deixar de lado uma questão: a segurança. Há pessoas que colocam sua família em risco ao fazer ligações ilegais, os chamados “gatos”, que várias vezes provocam incêndios em muitas residências.
O engenheiro Flávio Martins de Oliveira explica que a maioria dos incêndios e acidentes domésticos, tem como causa problemas nas instalações elétricas, provocando os chamados curto-circuitos. “O fogo obedece sempre uma fórmula simples, que se acionada acaba com o patrimônio e põe em risco a vida das pessoas: FOGO = COMBUSTIVEL + OXIGÊNIO + AGENTE DETONADOR. Em um Posto de Combustíveis, por exemplo, temos gasolina, diesel, álcool e óleo quem têm contato muito próximo nas bombas. Temos ainda ambientes que podem estar impregnados de gases destes produtos em contato direto com tomadas e interruptores, extensões, benjamins. Qualquer mau contato ou curto-circuito poderá provocar uma faísca que detonará um incêndio de difícil extinção. O oxigênio, com fartura no meio ambiente, alimentará o fogo até ser debelado”, explica o engenheiro.
Já nas residências, o gás de cozinha (GLP) pode apresentar vazamentos e um simples “click” no interruptor pode detonar uma explosão seguida de incêndio. Por isso, verifique ao adentrar no recinto o odor característico, se houver cheiro de gás, abra portas e janelas antes de acionar o interruptor. Nunca ligue o ventilador ou qualquer equipamento elétrico antes que o cheiro de gás termine. Instalações mal conservadas podem produzir faíscas mesmo sem acionamento do interruptor.
Flávio Martins ressalta que as instalações elétricas devam ser sempre verificadas. Ele alerta que essas vistorias só podem ser feitas por um profissional habilitado e com registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). “Os peritos providenciam laudos de vistorias e até mesmo apontam soluções para os problemas citados no documento”.
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